Morador já recolheu mais de oito mil assinaturas em defesa do Hospital da Posse para levar ao MP

NOVA IGUAÇU -  Estão suspensos o atendimento ambulatorial e as cirurgias eletivas. Exames estão sendo feitos apenas para pacientes inte...


NOVA IGUAÇU - Estão suspensos o atendimento ambulatorial e as cirurgias eletivas. Exames estão sendo feitos apenas para pacientes internados. A emergência só atende pacientes de risco amarelo e vermelho. Mesmo assim, o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, recebe cerca de 10 mil pessoas por mês.

O drama da superlotação da unidade já é antigo. O número de atendimentos é inverso aos recursos para manter a hospital. No início deste mês, o prefeito chegou a falar sobre a possibilidade de fechar as portas da Posse.

O medo de perder o único hospital do município e um dos poucos que ainda funcionam na Baixada levou um morador a arregaçar as mangas para sensibilizar o poder público. O advogado Denílson Marques, de 47 anos, começou, há quatro dias, a montar um abaixo-assinado.

— Criei um movimento sem ligação política com ninguém. Defendo a população de Nova Iguaçu, que inclui eu mesmo e minha família. Joguei no Facebook e foi ganhando uma proporção enorme. Não quero criticar o governo A ou B. Quero somar para que o hospital não feche — defende o idealizador.

O movimento ganhou adesões e foi para as ruas. Em dez bairros de Nova Iguaçu, há pontos de recolhimento de assinaturas. Um fica em frente à unidade diariamente, das 8h às 19h. Já são cerca de oito mil, que serão levadas ao Ministério Público. Neste domingo, haverá um abraço na unidade, às 9h.

A consultora de beleza Fabiana Sampaio Cardoso, de 38 anos, faz tratamento contra o câncer de mama na Posse. Ela conheceu Denílson pelas redes sociais e começou a recolher assinaturas.

— Minha última consulta com o mastologista foi em setembro. A de dezembro foi desmarcada. Tenho três pedidos de tomografia desde julho e não consigo fazer. Vi a postagem e abracei a causa, que é minha também — contou Fabiana.

O drama já foi parar em Brasília
Prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa foi a Brasília conversar com Michel Temer Foto: Divulgação
No dia 26 de janeiro, o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Jorge Picciani (PMDB), pediu ao presidente Michel Temer que assumisse o hospital ou aumentasse o repasse de verbas. Na época, Temer ficou de falar com o ministro da Saúde.

— O governador entregou, em nome do prefeito, um documento com os pleitos. Reforcei. O prefeito tem que ficar em cima — diz Picciani.

Rogério Lisboa, prefeito de Nova Iguaçu, foi recebido por Temer, no último dia 9, em Brasília. No encontro, conversou sobre o hospital. Temer disse que já conhecia o drama da unidade e se prontificou a resolver. Procurado pela reportagem, o presidente não comentou.

Lisboa ainda não teve resposta, mas espera uma atitude concreta da União:

— Não podemos dar a opção de fechar o hospital. A responsabilidade é da União.

Em 2013, o repasse mensal do governo federal passou a ser de R$ 6, 3 milhões. Deveria ser reajustado em 2015, o que não ocorreu. A Secretaria municipal de Saúde disse que o atendimento ambulatorial está suspenso desde novembro e que só há exames de tomografia para internados. Disse ainda que a secretaria entrará em contato com Fabiana para agendar o exame em uma das clínicas conveniadas do município.

Via Extra


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