Centros de Referência combatem a violência contra a mulher na região

DUQUE DE CAXIAS -   Foram 15 anos de agressões físicas até que a dona de casa, que pede para ser chamada apenas de Maria , de 57 anos, ...


DUQUE DE CAXIAS -  Foram 15 anos de agressões físicas até que a dona de casa, que pede para ser chamada apenas de Maria , de 57 anos, moradora do bairro São Mateus, em São João de Meriti, criou coragem para denunciar o companheiro. Casos como o de mulheres que sofrem com violência, como Maria, são comuns na Baixada Fluminense.

De acordo com o último dossiê Mulher, divulgado no ano passado, 69 mulheres foram assassinadas nos municípios de Belford Roxo, Caxias, Nova Iguaçu, Nilópolis e São João de Meriti. Outras 8.430 foram agredidas e 770 deram queixa de estupro nestes mesmos municípios. Houve, praticamente, uma mulher assassinada por dia no estado, sendo 15% foram atribuídos a companheiros e ex-companheiros das vítimas.

A cada 11 minutos uma mulher foi agredida no estado. “Eu era ameaçada por ele. Levava socos. Além do medo que tinha dele, eu sentia vergonha e me sentia sem amparo. Foi então que uma amiga me levou a um Centro Especializado de Atendimento à Mulher. Hoje vejo que sem esta ajuda eu talvez estivesse morta”, relembra Maria.

Os centros especializados de atendimento à mulher em situação de violência (Ceam) vêm atuando cada vez mais para garantir a proteção e os direitos das mulheres. “É um trabalho fundamental. Somos, muitas vezes a família, o único apoio que elas têm”, diz a superintendente da Ceam, em São João de Meriti. Elas são acolhidas e recebem atendimento psicológico, jurídico, assistencial e participam de oficinas, que além de terapêuticas, dão a elas um ofício que resultará na independência financeira.

Desde 2006 a Casa da Mulher Nilopolitana tem recuperado a autoestima e dignidade de mulheres da Baixada “Elas chegam aqui destruídas, sem perspectiva e autoestima. Nós trabalhamos isso nelas, resgatamos o valor, focamos no empoderamento desta mulher, apresentamos uma realidade onde ela possa ser empreendedora, já aqui nós damos uma profissão para ela”, diz Nilceia Cardoso, coordenadora da Casa. “A vítima é acompanhada durante todo o tempo que necessitar. Além disso, dispomos de abrigo sigiloso para os casos em que a mulher não tem para onde ir”, conta a coordenadora de Políticas Públicas para Mulheres, Mirian Magali.

O Núcleo de Referência, em Nova Iguaçu, fica na R. Teresinha Pinto 297, 2° andar, Centro.

Em S. João de Meriti , na R. Defensor Público Zilmar Pinaud, s/n°, Vilar dos Teles.

Já Casa Nilopolitana está na R. Antônio João Mendonça, 65, Centro.

Via O Dia

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