Caminhada relembra chacina

NOVA IGUAÇU / QUEIMADOS -  Ato reuniu dezenas de pessoas para marcar os 12 anos da morte de 29 pessoas em Nova Iguaçu e Queimados C...


NOVA IGUAÇU / QUEIMADOS - Ato reuniu dezenas de pessoas para marcar os 12 anos da morte de 29 pessoas em Nova Iguaçu e Queimados

Cerca de 70 pessoas participaram de um ato, na última sexta-feira, em memória da Chacina da Baixada, que completou 12 anos. A Caminhada em Defesa da Vida reuniu mães e familiares das vítimas e movimentos sociais. Os manifestantes refizeram na Rodovia Presidente Dutra o caminho dos policiais militares que assassinaram 29 pessoas em Nova Iguaçu e Queimados no dia 31 de março de 2005.

Em cada ponto onde houve a chacina, os manifestantes pararam e lembraram o nome da vítima. Logo depois, eles soltavam fogos.

A caminhada teve ainda ato ecumênico na Rua Gama, um dos locais onde as vítimas foram mortas. Representantes do candomblé, da umbanda, do catolicismo e do protestantismo participaram da iniciativa.

— Percorremos a Dutra, panfletamos. Foi uma forma de chamar a atenção da sociedade — ressaltou o coordenador do Fórum Grita Baixada, Adriano de Araújo.

As atividades para lembrar a data ocorreram ao longo da semana passada, quando foi realizado o seminário “Execuções ontem e hoje na Baixada”. Houve ainda uma exposição de fotos das atividades dos movimentos sociais que combatem a violência, com imagens da chacina e das vítimas.

— Há um trabalho de memória para dizer que isso continua. Com as atividades, a gente pensa em caminhos para intervir — diz Fransérgio Goulart, assessor político do Centro de Direitos Humanos.

Para Luciene Silva, de 51 anos, as atividades vão dar mais visibilidade a ações contra a violência. Ela integra a Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência e teve o filho de 17 anos, Raphael Silva Couto, morto na ação.

Luciene Silva é mãe de uma das vítimas da tragédia de 2005
No dia 31 de março, após beberem, os PMs seguiram em um veículo e assassinaram 17 pessoas em Nova Iguaçu e 12 em Queimados. Dos denunciados, os ex-soldados Carlos Jorge Carvalho e Júlio César Amaral de Paula e os ex-cabos José Augusto Moreira Felipe e Marcos Siqueira Costa foram condenados pelos homicídios, tentativa de homicídio contra o único sobrevivente e formação de quadrilha. O exsoldado Fabiano Gonçalves Lopes foi condenado a sete anos por formação de quadrilha e já cumpriu pena. O cabo Gilmar Simão foi morto em 2006. Todos foram excluídos da PM. Só o cabo Ivonei de Souza foi reintegrado e absolvido por falta de provas.

Via Jornal Extra
Caderno Mais Baixada
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