Gestantes reclamam da falta de maternidades na Baixada Fluminense

NOVA IGUAÇU -  A única maternidade pública de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, está superlotada. É a única da cidade, e a de uma reg...


NOVA IGUAÇU - A única maternidade pública de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, está superlotada. É a única da cidade, e a de uma região. Pelo menos cinco municípios da Baixada não têm maternidade conveniada ao SUS. Em Nova Iguaçu, a prefeitura diz que está atendendo além da capacidade porque quase metade dos pacientes que recebe vem de fora.

Moradora de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, a paciente Kevelyn Pinheiro não podia imaginar que teria que fazer uma peregrinação para ter a primeira filha. “Fui parar em três maternidades antes, que não me aceitaram. Em Belford Roxo não tem maternidade. As outras que procurei não me aceitaram: uma por eu não ser do município, eu ser de fora, e as outras porque a minha gravidez não era de risco. E só aqui mesmo que fui conseguir, depois de uma semana, vamos dizer aí bem que em trabalho de parto”, contou a paciente.

O Bom Dia Rio fez um levantamento e constatou. Pelo menos cinco cidades da região não têm maternidades públicas e nem unidades conveniadas do SUS. Isso acontece em Belford Roxo, Japeri, Nilópolis, Queimados e Paracambi.

Kevelyn só conseguiu uma vaga na maternidade Mariana Bulhões, em Nova Iguaçu. É a única do município.

Numa mensagem um funcionário fala que ''a maternidade está funcionando de forma precária.'' Outra pessoas diz que ''a Mariana Bulhões está um caos, superlotada, Não tem médicos, remédios. Tem grávidas ganhando os seus bebês na cadeira.''

A Prefeitura de Nova Iguaçu permitiu a entrada da equipe de reportagem na maternidade. Eles dizem que estão sendo atendidos 152 pacientes, mas que são apenas 110 leitos. Aí a situação é a seguinte: algumas mães, por exemplo, por falta de leitos têm que ficar internadas em cadeiras de acompanhantes.

“Estou aqui desde ontem nesta cadeira, é muito ruim né? Dá cãibra, dor nas costas, eu tive um abordo espontâneo horrível, né? A gente já passa dificuldade com o problema que a gente passou e enfrentar isso ainda”, reclamou a paciente Fabiana Gresik. Também há problemas estruturais pelos corredores, como infiltrações.

O prefeito Rogério Lisboa justificou a situação dizendo que a unidade está sobrecarregada por causa da falta de maternidades na região. Segundo ele, 40% dos pacientes vêm de outros municípios.

“Não tem outra saída a não ser que os outros municípios venham a abrir a suas maternidades. A gente tem cobrado aos prefeitos que abram as suas maternidades, porque não dá. A gente tem tentado explicar que não tem como só a Mariana Bulhões e mais duas maternidade que tem na Baixada Fluminense para atender a uma população de quatro milhões de pessoas”, disse o prefeito.

As outras maternidades públicas da Baixada Fluminense ficam em Duque de Caxias e em Mesquita. A produção do Bom Dia Rio procurou os municípios que não oferecem o atendimento. A Prefeitura de Belford Roxo prometeu que vai fazer um chamado público a partir desta segunda-feira (10) para que unidades interessadas voltem a oferecer o serviço pelo SUS.

Já a Prefeitura de Japeri afirmou que não tem dinheiro para manter uma maternidade porque os repasses dos governos federal e estadual caíram 30% e disse que pretende resolver o problema até o início do ano que vem.

A Prefeitura de Nilópolis informou que a maternidade da cidade foi demolida junto com o hospital pela gestão anterior, em 2014. E que a obra do Hospital Municipal Juscelino Kubitscheck está inacabada. A prefeitura afirmou que está se esforçando para resolver o problema. Mas não disse como isso vai acontecer e nem quando.

Já a Prefeitura de Queimados esclareceu que está finalizando um edital de licitação para obras e que tem a meta de abrir uma maternidade até o final de ano. A Prefeitura de Paracambi não atendeu as ligações.

Via Extra
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