Em Nova Iguaçu, mulheres com câncer criam grupo para trocar apoio emocional e econômico

NOVA IGUAÇU -  Era um ano especial para Andreia. Em um mês e meio, aconteceria a festa de 15 anos da filha. Em dois dias, completaria 50 ...

NOVA IGUAÇU - Era um ano especial para Andreia. Em um mês e meio, aconteceria a festa de 15 anos da filha. Em dois dias, completaria 50 anos. Mas uma notícia pareceu lhe tirar tudo: estava com câncer de mama. O diagnóstico foi dado em 11 de agosto de 2015.

— Quando veio o resultado, abriu um clarão na minha frente. Parecia que eu estava sendo sugada para dentro da terra. Só pensava: “vou ficar mutilada”. Passei a sentir pena de mim — lembra a pedagoga e jornalista Andrea Souza Vale.

Quando descobriu a mesma doença, há três anos, a consultora de beleza Fabiana Sampaio Cardoso, de 38 anos, teve apenas uma certeza: de que não sobreviveria:

— Minha mãe morreu de câncer de mama há cinco anos. Eu achei que também fosse morrer.

Medo, tristeza, vergonha. Esses sentimentos deram lugar a outros, mais nobres, no grupo Poderosas Amigas da Mama, criado há dois anos por pacientes da Fisioterapia em Mastologia Oncológica, realizada na Policlínica Dom Walmor, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O tratamento é indicado para mulheres que realizaram a mastectomia, cirurgia de retirada da mama.

Com mais de 60 mulheres, o grupo dá apoio emocional às pacientes e busca recursos para aquelas mais humildes (como cestas básicas), faz vaquinhas e promove atividades, como passeios.

— Depois que entrei aqui, vi que existe vida após o câncer. Fiz dois anos de operada dia 4 de março. Elas foram para minha casa, fizeram bolo, foi uma festa de aniversário — lembra Fabiana.

Exposição de fotos em outubro

Em outubro, 15 integrantes do grupo vão virar modelos da exposição fotográfica “De peito aberto”. Andrea Souza Vale é quem está custeando a produção do evento.

— Não queria participar do grupo porque achava que teria um monte de mulheres deprimidas e mal-amadas e eu ficaria pior. Mas minha vida mudou completamente. Vítima é tudo que elas não são. A doença é um desafio e hoje me sinto de peito aberto para a vida — garantiu Andrea, que faz parte da Frente Municipal de Combate ao Câncer de Mama, e representa as pacientes da cidade. O grupo também promove palestras e tem parceria com institutos e empresas.

A Fisioterapia em Mastologia Oncológica da Policlínica Dom Walmor atende 3.500 pacientes por ano.

Via Extra
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