Ônibus param fora da rodoviária e usuários relatam assaltos

NOVA IGUAÇU -  “Se der mole, a gente perde a bolsa, o celular, a carteira. Dizem que aqui tem assaltos todos os dias, eu mesma já prese...


NOVA IGUAÇU - “Se der mole, a gente perde a bolsa, o celular, a carteira. Dizem que aqui tem assaltos todos os dias, eu mesma já presenciei um”. O relato é da auxiliar de serviços gerais Adriana Maria da Silva Galdino, 49 anos, que, diariamente, embarca e desembarca no Terminal Rodoviário de Nova Iguaçu, para ir e voltar do trabalho.

Na realidade, não é exatamente na rodoviária o lugar onde Adriana pega a condução de cada dia. “Os motoristas do Evanil não estacionam mais no terminal, agora eles param debaixo do viaduto (Padre João Musch)”, revela a moradora de Cabuçu, que vai até o Centro para embarcar com destino a Vila Isabel, onde trabalha.

Além do Evanil, outras viações, como Nilopolitana e São José, Master e Flores, também têm estacionado seus coletivos fora da rodoviária. Enquanto alguns param em frente ao terminal, na Avenida Marechal Floriano Peixoto, outra parte opta por usar a calçada sob o viaduto como ponto final.

O motivo de muitos ônibus não estarem mais estacionando dentro do terminal rodoviário seria a taxa de acostamento, no valor de R$ 6,90, cobrada pela Coderte. Para evitar o gasto, motoristas estacionam nos arredores, pondo em risco a segurança dos passageiros.

O viaduto Padre João Musch serve como abrigo para mendigos e esconderijo para usuários de drogas, situação que preocupa quem é obrigado a aguardar a chegada do ônibus no local. Além disso, o mau cheiro incomoda os passageiros.

Os usuários das diversas linhas que ali estacionam, entre eles a auxiliar de serviços gerais, Adriana, cobram das empresas de ônibus o estacionamento de seus coletivos no devido local e das autoridades competentes, maior fiscalização e também ações de combate à violência nos arredores do terminal.

Expansão deve ficar pronta no segundo semestre

O Terminal Rodoviário de Nova Iguaçu é um dos mais movimentados da Baixada Fluminense, com aproximadamente 2,2 milhões de usuários por mês. É de lá que saem 2.500 ônibus de 17 empresas, que fazem 33 linhas todos os dias. A Rio Terminais, responsável pela administração do local, não revela estimativa sobre o crescimento destes números, mas o fato é que eles vão aumentar ainda este ano.

O terminal está passando por obras de expansão e vai ganhar novas plataformas e aumentar a capacidade de baias (espaço onde param os ônibus), saltando de 32 para 40. Para isso, estão sendo investidos R$ 15 milhões em infraestrutura. Com pouco mais de 40% da obra concluída, a expectativa é que o novo espaço seja inaugurado no segundo semestre deste ano.

Via Jornal de Hoje
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